A Coroação do Rei Devildom
Nas profundezas do mundo de Lunia, onde o céu jamais conhece a luz pura e o fogo eterno ilumina castelos de obsidiana, ergue-se o Trono Demoníaco de Devildom. Ali, o destino de reinos inteiros foi decidido em silêncio… até aquela noite.
O Vampiro Ancestral, senhor das sombras e herdeiro do sangue mais antigo, finalmente tomou seu lugar. Sentado no trono esculpido com ossos e lâminas infernais, seus olhos rubros observavam tudo — não como um rei recém-coroado, mas como alguém que sempre soube que aquele trono lhe pertencia.
À sua frente, o Minotauro, outrora general das hordas demoníacas, ajoelhava-se. Não por medo, mas por reconhecimento. A força bruta se curvava diante da supremacia do sangue e da eternidade.
Ao lado do trono, duas Vampiras Reais, guardiãs da linhagem noturna, observavam o ritual. Uma delas avançou lentamente, segurando a Coroa do Rei — forjada em ouro negro e gemas amaldiçoadas. Quando a coroa tocou a cabeça do vampiro, o fogo ao redor do castelo rugiu, como se o próprio inferno aclamasse seu soberano.
— Assim nasce o Rei Devildom — sussurrou ela.
No mesmo instante, gargalhadas ecoaram entre as chamas. O Bobo da Corte, figura distorcida entre loucura e sabedoria proibida, surgiu ao lado do trono. Com um sorriso cruel, ergueu uma placa de madeira antiga, gravada com palavras que selavam a história:
“Lunia e Rei Devildom”
Não era apenas um anúncio. Era um aviso.
Pois sob o reinado de Devildom, Lunia não seria governada pelo caos cego, mas por um rei que entendia a escuridão, controlava o medo e transformava submissão em lealdade.
E assim, entre fogo, sangue e silêncio reverente, começou a Era do Rei Devildom —
onde até os demônios aprenderam a ajoelhar…
e a noite passou a ter um nome.







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