Kali era uma bruxa diferente das outras. Enquanto muitas passavam as noites estudando grimórios antigos ou preparando poções silenciosas, ela preferia deixar sua cabana cheia de som. Para Kali, a música era a forma mais pura de magia.
Diziam que sua vassoura se movia no ritmo das melodias que ela tocava e que seus feitiços ficavam mais fortes quando acompanhados por notas suaves ou canções animadas. Seu instrumento favorito era um alaúde encantado, capaz de transformar sentimentos em magia: alegria virava luz e esperança curava até as feridas mais profundas.
Nas noites de lua cheia, Kali tocava para a floresta. As árvores balançavam como se dançassem, os animais se aproximavam sem medo e até os espíritos antigos paravam para ouvir. A música dela não dominava — acolhia.
Kali acreditava que o mundo já tinha silêncio demais. Por isso, enquanto houvesse alguém disposto a escutar, ela continuaria tocando… espalhando magia, nota por nota. 🎶✨


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