Diana e a Sombra do Vínculo Partido
Por séculos, Lunia viveu em equilíbrio. A magia fluía livremente entre humanos, mascotes e a própria terra. Mas nem toda força deseja harmonia.
Nas profundezas esquecidas do mundo, algo despertou.
Chamavam-na de Cristina, uma entidade antiga nascida do medo e da rejeição. Ela não criava monstros — ela rompia laços. Onde passava, mascotes perdiam sua essência, tornavam-se agressivos, confusos, vazios. Não por maldade… mas por solidão.
Os primeiros sinais surgiram longe de Rodésia: Campos silenciosos, trilhas abandonadas, mascotes que fugiam até mesmo de seus próprios companheiros. A magia de Lunia estava sendo corrompida.
Quando a notícia chegou ao Reino de Rodésia, o nome de Diana foi sussurrado entre conselheiros e guardiões.
— Se alguém pode enfrentar isso… é ela.
Diana partiu antes mesmo do pedido oficial. Seus mascotes sentiram a mudança no ar. Não era uma ameaça comum. Era algo que atacava exatamente aquilo que ela mais protegia: o vínculo.
Ao encontrar Cristina, Diana não sacou armas. Ela avançou com a mão estendida, como sempre fizera. Mas dessa vez, o vazio respondeu.
— Laços são fraquezas, ecoou a voz da sombra. E eu vou quebrá-los todos.
Os mascotes ao redor começaram a vacilar, presos entre o medo e a confiança que sentiam por Diana. Foi então que ela compreendeu: Não bastava protegê-los. Eles precisavam escolher.
Com o coração firme, Diana falou:
— Vocês não me seguem porque precisam. Vocês me seguem porque querem.
Um a um, seus mascotes se aproximaram. Alguns tremendo, outros determinados. A luz do vínculo reacendeu, formando um brilho que nem mesmo Cristina conseguia apagar.
A batalha não foi feita de golpes, mas de resistência emocional. Cada laço reforçado enfraquecia a sombra. Cada mascote que lembrava quem era, rasgava o vazio.
Cristina não foi destruída — foi selada. Pois Diana entendeu algo que ninguém antes dela havia aceitado:
Algumas ameaças não devem ser eliminadas,
apenas impedidas de apagar o que nos torna inteiros.
Diana retornou a Rodésia mudada. Lunia também.
Desde então, quando o vento atravessa os campos e mascotes se aproximam sem medo, todos sabem:
enquanto houver laços verdadeiros, Lunia jamais cairá na escuridão.
Cristina
Diana e seus Mascotes favoritos



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